AME AOS IDOSOS COMO A TI MESMO.

29 de janeiro de 2017
idosos

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Leis de proteção aos idosos sempre estiveram em pauta na modernidade, porém, sem eficácia. Assim não podemos esquecer que a família é responsabilidade nossa e um projeto de Deus, sendo o local que nos tornamos humano. Lembremo-nos de famílias grandes como em meados do século passado, famílias extensas compreendendo netos e bisnetos chegando até tataravós, aqui lembramos “as histórias que ouvíamos de nossos pais falando da grande família, de mais de vinte pessoas vivendo no casarão e galpões da fazenda, contando de suas façanhas, brigas e aventuras”, nessa realidade a lembrança dos Nonos eram com grande carinho e afeto. Essas imagens estão presas aos quadros e fotografias de família, o que se pergunta é: Onde estão nossos avôs? Já se fez essa pergunta! Ana Fraimann escreve que “Idosos são órfãos de filhos vivos – os novos desvalidos”, essa mesma autora levanta varias criticas ao desprezo com os idosos e prossegue: “nestas ultimas décadas surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família”. No ministério de visitação, constantemente ouço colocações de idosos reclamando do desprezo dos seus filhos e netos, escutei certa vez: “Pastor o que eu fiz para meus filhos? Que não vem me visitar? Tem uma que faz oito meses que não vem e mora aqui na cidade”, Em outra ocasião ouvi de uma avozinha: “Meus filhos e netos não gostam de mim, me querem ver morta, será que eu errei na educação deles Pastor? sempre os levei a igreja”. Ninita Lucena, fala da “dor do abandono”, lembrando o caso de uma avó paralítica, deixada num asilo, jogada ao desprezo e sem visitas, sendo que posterior a sua morte suas anotações revelaram segundo Ninita anotações sobre a dor, sobre o sofrimento, sobre a solidão, sobre o abandono e sobre a saudade. Observando as reflexões do filósofo Zygmunt Bauman ao tratar sobre Amor Liquido, é possível inferir que a situação do idoso está inclusa, isso porque ”em uma sociedade de pura incerteza em relação ao outro, o amor nos é negado. É negada a dignidade de ser amado… não há injunções sociais que prescrevem o amor ao próximo, fazendo dele algo fundamental na vida em sociedade. Amar o próximo não é natural, é, na verdade, algo contra nossos instintos mais básicos: por isso é o ato fundador da moralidade. Se nossas ferramentas de relacionamento estão engajadas com nossa época fluida e se as injunções/prescrições para amar ao próximo estão cada vez mais formais e estabelecidas por códigos penais, então o caminho da sociedade é a autodestruição após um longo definhamento.” Infelizmente essa é nossa triste realidade, sabendo que colheremos o fruto daquilo que plantamos, porque desprezamos e não honramos as cãs como ordena Levítico 19.32. Em Israel a infelicidade era, e ainda o é entre os ortodoxos, um menino se opor a um ancião, isso significava o declínio da própria nação. O próprio Jesus, na cruz e próximo de sua morte, relega os cuidados de sua mãe a João seu discípulo e amigo, pois ela precisaria de um protetor na velhice. Oro a Deus que nós cristãos possamos colocar em prática os ensinamentos da Palavra de Deus de tal maneira que os demais vejam a grande diferença deste povo eleito, demonstrando que somos povo escolhido, povo separado, isso porque amamos a Deus primeiramente, mas também o próximo, em especial os de mais idades, como a nós mesmo.