Eles colheram e multiplicaram

5 de agosto de 2016
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“…não cessavam de ensinar e anunciar Jesus, o Cristo” (Atos 5.42)

 

Quero contar novamente a história de uma célula.

Eram 15 ou talvez 20 pessoas. Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Judas, Simão, outro Tiago e algumas mulheres que, junto com Maria, mãe de Jesus, também decidiram ficar juntas com aqueles que conheciam a Jesus (Atos 1.13-14).

Esta “célula” também passou por “estações”, por momentos diferentes. Não nasceu assim, pronta. Nem com este número de pessoas. Primeiramente, cada membro foi alcançado, um a um, pelo amor de Deus. Depois, foram integrados a uma nova família. E, em meio à caminhada, iam aceitando-se mutuamente.

Cada homem e mulher tinha sua história de luta. Cada qual vivia sua própria dor e desesperança. Mas foram tocados, unidos e benquistos pelo Filho de Deus. Ouviram d’Ele a boa notícia dos céus, de que Deus é Pai, os ama e está realizando um novo reino de justiça, paz e alegria (Romano 14.17).

Cada homem e mulher tinha agora uma esperança. Todos ficaram maravilhados com a pessoa e ensino de Jesus, que inaugura um caminho verdadeiro e vivo (João 14.6). Com Jesus e em Jesus experimentavam o reino prometido, foram resgatados, encontrando identidade e propósito no propósito de Deus.

Eles viam outros homens e mulheres que, assim como eles, também iam sendo transformados, conhecendo o Cristo e uniam-se ao grupo.

Depois de um tempo, vemos que está célula esta diante de uma nova etapa, uma nova estação. Bem, como o próprio Mestre havia ensinado, Ele ressuscitou e voltou ao Pai (João 16.28). Mas e o pequeno grupo de irmãos e irmãs? Eles ficaram sozinhos?

Não, o mundo não o vê, mas eles O viam. O mundo não o conhece, mas eles O conheciam. A célula vê e conhece a Jesus, pois Ele mora no meio dela (João 14.17-19) e deixou nela Seu Espírito, como sua inspiração. Além disto, Jesus, o líder, capacitou líderes em treinamento e os encorajou, deixando registrado o propósito maior da existência da célula: façam outros discípulos, de todas as nações (Mateus 28.19).

Agora, este pequeno grupo se encontrava no andar de cima de uma casa em Jerusalém. Ali oravam, cantavam, pensavam, compartilhavam medos, choravam, falavam de suas dificuldades, sonhos. Um sustentava o outro em amor e na lembrança das promessas do Senhor.

Nesta comunhão e compromisso foram tomados pelo Espírito, anunciavam a todos em Jerusalém as grandezas de Deus (Atos 2.11), não paravam de comunicar o que tinham visto e ouvido em Jesus (Atos 4.20) e davam testemunho da ressurreição de Jesus ao ponto das pessoas se admirarem e reconhecerem que haviam convivido com Ele (Atos 4.13).

E, com este trabalho, a célula foi crescendo: 120, 3 mil, 5 mil… Homens e mulheres se dispuseram a deixar tudo, saírem de suas cidades, pregando a boa notícia de Jesus Cristo por toda parte. Agora a célula não estava somente em Jerusalém. Mas multiplicou-se pela Judeia, Samaria, Etiópia, Antioquia, Macedônia, Grécia, Roma e confins da terra.

Os frutos desta pequena célula romperam limites e se multiplicaram de uma forma que eles nunca podiam imaginar. Hoje os saboreamos aqui em nossa cidade, provando e vendo que o Senhor é bom. Fomos, por intermédio da mensagem que eles anunciaram, também alcançados, integrados e aceitos.

Agora, temos também diante de nós um novo tempo, uma nova estação: inspirados por aquilo que o Espírito fez com estes homens e mulheres e, principalmente, inspirados pelo Sua própria presença em nós, saiamos também a alcançar outras pessoas.

É o tempo da colheita! Vamos anunciar o evangelho e dar continuidade a está história multiplicadora, até que o nosso Senhor venha e nos encontre fiéis em sua seara.