JESUS MEU MAIOR EXEMPLO NO SERVIR

30 de abril de 2017
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 Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” – Jo 13:15

Quando estudamos a vida de Jesus no contexto do Novo Testamento, ficamos surpresos de vê-lo sempre agindo em prol do próximo. Então, quando pensamos na vida cristã de qualidade, não podemos prescindir da diaconia. Para isso, precisamos entender melhor o que é diaconia e como experimentá-la em nossas vidas como igreja. A diaconia tem sido, na maioria das vezes, entendida como algo secundário dentro da missão da Igreja. Além do desprestígio, também é mal compreendida quanto à sua prática.

Quando voltamos nosso olhar para Jesus, o vemos como um diácono por excelência. Temos declarado: “Jesus é o nosso Salvador e Senhor, exemplo a ser seguido”, mas devemos também imitá-lo como O verdadeiro diácono. Ele não veio para ser servido, mas para servir e entregar sua vida em favor das pessoas. Seu ensino é decorrência de uma práxis libertadora em favor da vida.

A palavra diakonia vem da raiz diakon e aparece 27 vezes no Novo Testamento. A sua utilização não é originária da Igreja, mas tomada emprestada do contexto grego. O seu significado mais comum é “servir à mesa”. Outros significados possíveis para a palavra diakonia são “servir vinho”, “preparar banquete” e “cuidar da subsistência”. Portanto, diakonos é aquele que serve, é o servo ou a serva (Mateus 25.31-46, Lucas 10.25-37 , João 13.1-35 e outros). Jesus nos chama atenção em suas atitudes de que precisamos da inversão dos papéis, pois quem quer ser o líder, então seja o diácono, o servo de todos, lembrando novamente do seu exemplo lavando os pés dos seus discípulos “… Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” Jo 13.13/15

Man. Estudante CEAD, acerca do tema, contribui dizendo que “A proposta de Jesus para o Reino e a Igreja é a diaconia, o serviço, o discipulado na perspectiva da cruz. Gaede Neto (2001, p.71) afirma: “o princípio fundamental coloca as relações de cabeça para baixo, quando faz o embaixo ser o em cima e o em cima, embaixo”. Jesus coloca-se ao lado dos 95% da população da Palestina que vivia debaixo da dominação de Roma e dos poderosos, legitimados pela religião.”

Por isso, o Diácono é aquele que se coloca ao lado daqueles que necessitam de ajuda, daqueles que passam privações, lutas, abandonos, daqueles que são excluídos da sociedade, como exemplo, os idosos em seus asilos. Então servir é o papel de quem lidera na comunidade. A prática ou a ação concreta de Jesus foi e é libertadora.

No ministério diaconal de Jesus destacamos o cuidado com alguns grupos de pessoas que viviam no subúrbio da sociedade:

1) Jesus e as crianças; eram vistas como bênçãos de Deus, especialmente as do sexo masculino, mas era permitido vendê-las ou penhorá-las para pagar contas;

2) Jesus e os enfermos: a sociedade da época considerava a doença como maldição, mas mesmo assim Jesus convivia com essas pessoas. Exemplo disso é a história do Leproso.

3) Jesus e as mulheres: elas eram totalmente excluídas, sem voz ativa, sua missão era criar filhos. Basta olharmos para o episodio da mulher adultera: onde estava o homem que teria dormido com esta mulher?

Amados, aprendemos um pouco que em Jesus a diaconia faz parte do nosso chamado e da nossa vida como cristãos. Aprendemos que no Reino de Deus, inaugurado por Jesus, os valores são totalmente diferentes, eles são invertidos do mundo: “quem quer liderar, deve servir”. Somos chamados para servir mesmo longe dos holofotes.

Somos chamados a seguir Jesus na perspectiva da cruz e não da glória humana.